GPA prevê acelerar oferta de entrega rápida de alimentos após compra de startup

Fonte: Conteúdo Estadão

 

O acordo anunciado entre o Grupo Pão de Açúcar (GPA) e a startup Cheftime faz parte de uma estratégia da varejista de acelerar as entregas expressas e fomentar a integração do e-commerce com a loja física. A varejista anunciou nesta terça-feira, 13, que firmou uma parceria segundo a qual pode vir a adquirir em até 2 anos o controle da startup, que vende online kits com os alimentos necessários para cozinhar uma receita.

“Temos uma base de clientes grande no GPA, que podemos usar para acelerar o crescimento da Cheftime”, comentou o presidente do grupo, Peter Estermann.

Já no primeiro trimestre de 2019, o GPA quer ter os kits da Cheftime em cerca de 15 a 20 lojas físicas. Hoje, a startup vende produtos apenas online e comercializa também assinaturas.

Ao mesmo tempo, o grupo varejista pretende ampliar sua capacidade de entregar alimentos em um curto prazo na casa dos clientes. A chamada entrega “express” usa o estoque das lojas físicas para entregar pedidos em até duas horas na casa dos clientes que estejam próximos.

Atualmente, esse modelo já existe em 60 lojas da bandeira Pão de Açúcar e está em teste numa loja da bandeira Extra. “Ano que vem, vamos ganhar uma dimensão grande”, afirmou Estermann.

Para o presidente do GPA, essa capacidade de entregar rapidamente usando a rede de lojas físicas será “uma alavanca gigantesca” para o Cheftime.

Daniella Mello, fundadora da Cheftime, diz que a startup tem uma curadoria de receitas e se relaciona com fornecedores para vender os kits. Uma das sinergias que passa a existir com o GPA é justamente com relação ao fornecimento dos produtos. Numa linha de kits que a Cheftime passa a fazer em conjunto com o GPA, as receitas vão usar produtos marca própria do grupo, como Qualitá, Taeq e Casino.

 

O GPA não revelou os valores envolvidos na opção de compra do controle da Cheftime.

Estermann afirma que o grupo continua atento à possibilidades de aquisições de “foodtechs”, como são chamadas as empresas de tecnologia na área de alimentação. “Existem análises em andamento, mantemos contato direto com startups e acreditamos que esse é um caminho importante para a nossa transformação digital”, concluiu.

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