Pesquisa mostra que ainda há muito espaço para as marcas próprias avançarem

Pesquisa mostra que ainda há muito espaço para as marcas próprias avançarem

Levantamento revela que 80% dos executivos do varejo estadunidense pretendem investir de forma significativa no segmento

O  FMI – Food Industry Association realizou um estudo sobre as intenções das redes de supermercados estadunidenses em relação ao mercado de marcas prórpias. Segundo o levantamento, nos próximos dois anos 80% dos executivos do varejo dizem que vão investir em marcas próprias de forma moderada ou significativa, mas 10% dos respondentes afirmam que ainda há um longo caminho para inovar nos produtos próprios.

77% dos consumidores que já adquirem esses itens dizem que pretendem ampliar a compra

Insights do FMI sobre as marcas próprias no varejo

  • Muitos varejistas estão prontos para dar saltos de inovação em parceria com seus fornecedores de marcas próprias. Isso só não aconteceu até agora em função da pandemia, que exigiu foco em outras áreas e também devido à consolidação em curso no mercado dos EUA
  • Introduzir uma linha de produtos próprios exige grandes esforços em diversos setores do varejo e de seus parceiros, como na construção e consolidação da marca, em compras, logística, gestão de inventário, marketing etc.
  • O patamar alto de inflação tem sido um impulsionador das marcas próprias, uma vez que o consumidor tende a buscar formas de manter categorias importantes para ele em sua cesta de compras. Nesse sentido, as linhas desenvolvidas pelo próprio varejo vêm evoluindo em qualidade e diferenciais a um valor considerado justo pelo cliente

Trabalhar com marcas próprias exige muito planejamento do varejo e entendimento do que o consumidor realmente procura em suas lojas. As linhas próprias de produtos devem ser incluídas como uma opção a mais para o cliente, conseguindo gerar crescimento de receita e margem em vez de apenas dividir as vendas já existentes na categoria.

Como as marcas próprias podem se alinhar ao comportamento do consumidor

A pesquisa do FMI aponta ainda como os hábitos de compra podem ser capitalizados pelo varejo no momento de desenvolver produtos que levam sua marca ou que são exclusivos da sua empresa:

  • Cada vez mais é importante que a marca seja transparente com o consumidor, oferecendo, por exemplo, um preço adequado a partir de economias geradas na produção e informando como e de onde vêm os ingredientes, além de quem são seus fornecedores
  • Existe uma demanda dos consumidores por informações sobre os produtos que costumam consumir. Diante disso, é possível incentivar a compra da marca própria divulgando mais as características de cada item por meio de diversas ferramentas tecnológicas nas lojas físicas e nos canais digitais
  • Também é interessante trabalhar com embalagens sustentáveis e utilizar os rótulos para contar a história dos produtores e compartilhar quais são as práticas de ESG da rede e dos fornecedores
  • O processo de construção da marca deve ser feito de forma consistente, também com presença digital. É o caso das mídias sociais e plataformas de e-commerce, que podem ser utilizadas para promover as marcas próprias

É possível impulsionar a recompra dos produtos por meio dos programas de fidelidade, como os associados a pontos, descontos ou cashback

Cenário das marcas próprias nos EUA

De acordo com outra pesquisa, desta vez da PLMA (Private Label Manufacturers Association), esses produtos apresentaram crescimento durante o 1º trimestre deste ano nos EUA. Houve 10,3% de crescimento em valor das linhas próprias no varejo. Confira mais alguns números:

 

Fonte: https://samaisvarejo.com.br/detalhe/reportagens/pesquisa-mostra-que-ainda-ha-muito-espaco-para-as-marcas-proprias-avancarem

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