Em um movimento estratégico para fortalecer sua competitividade e melhorar as margens em produtos essenciais, o Atacadão intensificou em 2026 seus investimentos em Marcas Próprias. A iniciativa faz parte de um plano mais amplo de expansão e consolidação da rede no mercado brasileiro, em resposta às demandas do consumidor por ofertas com bom custo-benefício e aos desafios econômicos persistentes.
Segundo a empresa, o foco está na expansão da participação de itens de Marca Própria em categorias que representam grande volume de vendas no varejo alimentar — especialmente nos produtos básicos do dia a dia. O objetivo é atender às expectativas do shopper que busca preço competitivo, qualidade legitimada e soluções alinhadas às suas necessidades cotidianas, sem comprometer sua decisão de compra.
Estratégia para ampliar margem em itens essenciais
A aposta do Atacadão em Marcas Próprias não se restringe apenas ao preço mais baixo, mas à construção de um portfólio que equilibra valor percebido e desempenho, com foco em categorias fundamentais para a cesta de consumo. Entre os itens prioritários estão produtos de mercearia básica, gêneros alimentícios de grande giro e itens de higiene e limpeza.
De acordo com executivos da rede, a estratégia tem dois pilares principais:
- Aumentar a participação de Marcas Próprias em itens de alto volume, reduzindo a dependência de marcas terceiras em categorias sensíveis ao preço;
- Melhorar a margem de contribuição da operação por meio de uma curadoria mais eficiente, controle de custos e desenvolvimento de produtos que atendam às expectativas da base de consumidores do Atacadão.
Esses fatores contribuem para que as Marcas Próprias assumam um papel mais central na estratégia comercial da rede, ajudando a superar desafios macroeconômicos e a manter a competitividade em um cenário marcado por pressões inflacionárias e oscilações no poder de compra.
Diferenciação e confiança como elementos-chave
A movimentação do Atacadão acompanha uma tendência crescente no varejo brasileiro: as Marcas Próprias deixam de ser vistas apenas como alternativas de preço e passam a ser percebidas como escolhas inteligentes pelo consumidor. Quando bem posicionadas, as Marcas Próprias podem fidelizar o shopper, ampliar o ticket médio e diferenciar a oferta em relação à concorrência.
Além disso, o desenvolvimento de produtos próprios permite maior controle sobre especificações, embalagem e posicionamento de marca — fatores que contribuem diretamente para a percepção de qualidade e confiança. Isso está alinhado à crescente demanda por produtos que combinam preço competitivo com atributos de desempenho e conveniência.
Contexto e oportunidades para o setor
A decisão de reforçar Marcas Próprias em categorias básicas também sinaliza uma resposta às mudanças no comportamento de compra. Pesquisa de mercado indica que o consumidor brasileiro está cada vez mais consciente na hora de decidir entre produtos de marca nacional ou alternativa própria da rede — com muitos optando por opções de Private Label quando percebem valor real e consistência de qualidade.
Para o setor, esse movimento reforça que investir em Marcas Próprias não é apenas uma alternativa tática, mas uma estratégia estruturada de diferenciação, rentabilidade e fidelização de clientes. Redes que conseguem equilibrar preço, qualidade e comunicação clara ganham espaço competitivo importante no varejo moderno.