3 tendências que marcam a sustentabilidade no setor de varejo no mundo

Fonte: E-commerce News

Será comemorado no dia 5 de junho o Dia Mundial do Meio Ambiente, em um contexto onde os cidadãos estão cada vez mais se conscientizando do impacto da ação humana no meio ambiente e da necessidade de implementar ações que minimizem esse efeito e promovam a sustentabilidade.

O último estudo global da consultoria GfK aponta que 76% dos consumidores esperam que as marcas adquiram um certo nível de comprometimento ecológico. Mas as exigências vão além: 28% dos cidadãos dizem que as marcas têm a obrigação moral de respeitar o meio ambiente.

Pensando nisso, os consumidores estão mais exigentes com o que compram e com o que consomem; procurando produtos de qualidade, que respeitem a natureza e que sejam benéficos para o meio ambiente. Por esse motivo, cada vez mais marcas estão trabalham para tornar seus processos e produtos finais mais ecológicos e sustentáveis. Nesse sentido, o Tiendeo.com.br reuniu algumas tendências que marcarão o setor varejista em termos de sustentabilidade e meio ambiente nos próximos anos.

Novos produtos e materiais reciclados

De acordo com os dados da ONU, na América Latina apenas 20% dos resíduos gerados são reciclados. Os principais motivos são a falta de políticas concretas por parte dos governos da região e a percepção dos consumidores de que a reciclagem não tem um impacto positivo concreto no meio ambiente.

No entanto, existem muitas marcas que estão inovando cada vez mais e já começaram a fabricar itens a partir de material reciclado. Um exemplo dessa tendência é a Nike. Desde a Copa do Mundo de futebol da África do Sul 2010, a multinacional esportiva vem criando produtos utilizando garrafas plásticas recicladas. Segundo a própria empresa, cada camiseta leva o equivalente a 16 garrafas plásticas.

Por outro lado, existem também pequenas iniciativas que encontram no lixo urbano a matéria-prima que necessitam para criar o seu modelo de negócio. É o caso dos sapatos GumShoe, cuja sola é composta por 20% de goma de mascar. Este projeto recebe o apoio da cidade de Amsterdã, que busca dar alguma utilidade à cerca de 1 tonelada e meia de chicletes que limpa de suas ruas a cada ano. Com 1 quilo de chiclete você pode fazer solas para quatro pares de sapatos GumShoe.

 

Alimentação ecológica

Um estudo recente da Kantar indica que os alimentos orgânicos entraram de vez na Europa, ocupando uma média de 80%. Estes números mostram que os cidadãos europeus estão plenamente conscientes do consumo de alimentos que não causam impacto negativo no meio ambiente.

Em resposta a essa tendência, cada vez mais varejistas de alimentos estão procurando maneiras de trazer a seus clientes alimentos mais sustentáveis e respeitadores do meio ambiente. Um exemplo desse envolvimento é o Lidl, que lançou recentemente uma linha de produtos infantis feitos com ingredientes orgânicos. Desde 2016, o varejista alemão triplicou as referências ecológicas em suas prateleiras e agora busca alcançar o público mais jovem, com o objetivo de incentivar hábitos de consumo responsável entre os membros mais jovens da casa.

Por outro lado, as principais marcas de distribuição de alimentos estão concentrando seus esforços na remoção de ingredientes prejudiciais ao meio ambiente de seus produtos de marca própria. O óleo de palma é um dos componentes que concentra a maior parte desses esforços, devido ao custo ambiental de sua produção. Neste caso, é a Aldi, outra grande varejista alemã, que eliminou 100% do óleo de palma utilizado na fabricação de seus rótulos ecológicos de marca própria.

Eliminação dos plásticos

Contaminação por plásticos é a protagonista do Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano. Recentemente, vários órgãos públicos de várias regiões do mundo – incluindo a União Européia – se comprometeram a regular a eliminação gradual do plástico em produtos descartáveis.

O setor de varejo também trabalha para eliminar o plástico de todos os seus processos, dentre as medidas mais notáveis estão aquelas relacionadas à remoção de sacolas plásticas e sua substituição por sacolas de papel, ou então o aumento na venda de produtos alimentícios no atacado. Além de medidas mais tradicionais, nos últimos tempos surgiram novos formatos que permitem a redução do uso de plásticos de maneira mais simples. É o caso do Ooho, uma bolha de água desenvolvida pela empresa inglesa Skipping Rocks Lab, que vem cercada por uma membrana gelatinosa que pode ser consumida ou descartada, já que seu processo de decomposição é igual ao de uma fruta.

Graças à essas tendências, as marcas de varejo estão começando a trabalhar para aumentar a sustentabilidade de seus processos nos próximos anos. Por um lado, as empresas elevam seus padrões de sustentabilidade e respeito ao meio ambiente; por outro, implementam ações de Responsabilidade Social Corporativa com as quais se conectam com compradores comprometidos com um estilo de vida mais verde.

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